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O volume transacionado do comércio eletrônico no Brasil atingiu 114 bilhões de dólares em 2006.
A conclusão é de uma pesquisa apresentada pelo Centro de Tecnologia da Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas. Deste total, 86 bilhões de dólares se referem a transações B2B e 27 bilhões de dólares, a B2C.
A cifra representa um crescimento de 82% em relação ao montante negociado em 2005, de 63 bilhões de dólares. “A previsão para os próximos anos é que o crescimento diminua. No ano passado, o mercado cresceu em 92%”, afirma Alberto Luiz Albertin, professor da FGV responsável pela pesquisa.
Segundo Albertin, a preocupação das empresas que optam por transacionar de forma eletrônica é o relacionamento com o cliente, além da segurança e privacidade das informações. E o modelo de integração que deve ganhar terreno nos próximos anos é o conceito de comunidade.
“Com a divulgação na mídia de ferramentas como o Orkut e o YouTube, o conceito de comunidade para o comércio eletrônico vem se destacando”, diz o professor.
Mas ainda há muito o que crescer. A participação do comércio eletrônico no mercado geral ainda é tímida. No caso do B2B, as compras realizadas de forma eletrônica somam 36,45% do total. Já no B2C, a participação da web nas vendas das empresas é de 12,71%.
O volume de investimentos no segmento também ficou tímido em 2006, sem apresentar crescimento em relação a 2005. A média geral de aportes das empresas em comércio eletrônico foi de 1,11% da receita líquida, distribuídos em 0,34% na indústria, 1,04% no comércio e 1,58% em serviços, setor que tem os bancos como grandes usuários.
Bruno Ferrari, da INFO
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