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04/12/2007
Nova TV ajudará na inclusão digital, diz UnB

Com preços entre R$ 500 e R$ 1 mil, os conversores ainda estão longe da população.

Segundo o professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB) Ricardo Queiroz, que fez palestra sobre as especificações técnicas do novo sistema, com esse valor, o sinal digital está longe de ser recebido por quem mais precisa: as classes C, D e E.

Para ele, a maior finalidade da TV digital é promover a inclusão digital. “O adaptador da TV digital é, na verdade, um computadorzinho pouco sofisticado, mas é um computadorzinho. Então, para aquele pessoal das classes C, D e E, que não tem condição nenhuma de ter um computador, teria essa TV digital”, disse Queiroz.

Ele se refere às possibilidades de criar mecanismos de interatividade com o novo sistema, por meio da televisão.

“É uma porta dos fundos para conseguir colocar computador em casa, mesmo não sendo um computador normal, é uma TV que pode fazer ´meio-computador´”, afirmou o professor. Para ele, as classes A e B não terão interesse na TV digital, pois boa parte delas já a tem por meio das televisões a cabo e computadores com acesso à internet.

Uma das particularidades do sistema de TV digital brasileiro é que essa interatividade será possível graças ao software Ginga, desenvolvido no Brasil. Nos modelos atuais de conversores digitais, porém, ele ainda não pode ser encontrado.

“O grande problema é que, quanto mais conversores saírem sem Ginga, diminui o mercado para os conversores com Ginga. Logo, os que tiverem ficarão mais caros”, prevê o professor. De acordo com Queiroz, esse é outro fator que pode atrapalhar a idéia de inclusão digital por meio do novo sistema de TV.

Para exemplificar tecnicamente a mudança que a TV digital traz para a sociedade, o professor fez três analogias: a mudança do vinil para o CD – que acabou com os ruídos nas músicas –, do VHS para o DVD, que melhorou a qualidade da imagem, e do celular analógico para o celular digital, que ampliou as possibilidades de interação – com o modelo analógico, não era possível, por exemplo, a troca de mensagens SMS, ferramenta comum a quase todos os modelos disponíveis.



Agência Brasil

Fonte: Info OnLine
  http://info.abril.com.br/aberto/infonews/122007/04122007-2.shl



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